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Quarta, 15 Outubro 2014 00:00

Dez obstáculos que te impedem de chegar ao orgasmo

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Você tem certeza de que já chegou a um orgasmo? Parece uma pergunta óbvia, mas muitas mulheres não sabem se realmente alcançaram o clímax:

Você tem certeza de que já chegou a um orgasmo? Parece uma pergunta óbvia, mas muitas mulheres não sabem se realmente alcançaram o clímax: uma pesquisa realizada pelo Projeto Sexualidade (Prosex), da Universidade de São Paulo, revelou que 34,6% das brasileiras sofrem com a falta de desejo sexual e 29,3% delas têm vida sexual sem orgasmo. Além disso, 92% das mulheres não costumam se masturbar.

Durante o orgasmo a mulher tem uma grande sensação de prazer físico. "A lubrificação da vagina e a musculatura da pélvis apresentam contrações rítmicas e involuntárias - algumas mulheres sentem contrações fortes e outras, mais suaves", explica. Esse momento não dura mais do que alguns segundos, mas é arrebatador e dá para saber que aconteceu - o corpo ficará relaxado depois, como se estivesse anestesiado. Se você tem dificuldades de chegar a esse clímax, confira a seguir dez dos principais motivos apontados por especialistas.

Ficar dispersa durante o sexo

Pode até parecer que você não está interessada no momento, mas há grandes chances de a culpa ser do excesso de estresse e preocupações que bloqueiam o relaxamento. Os fatores psicológicos que interferem na relação são até mais importantes que os físicos para a mulher precisa estar 100% focada na relação sexual para conseguir identificar em seu corpo os locais onde mais sente prazer. A mulher depende de estímulos sonoros e táteis, diferente do homem que é excitado mais facilmente - muitas vezes apenas com estímulo visual. Procure tomar um banho, ouvir uma música ou fazer uma massagem para ficar mais relaxada.

Apego aos tabus

A educação rígida gera crenças falsas em relação ao sexo oposto, sexualidade, masturbação e orgasmo. Muitas mulheres que acreditam nisso se sentem culpadas, ficam preocupadas demais e não conseguem chegar ao orgasmo. Procurar um psicólogo, nesses casos, pode ser uma ótima forma de trabalhar com o medo e a tensão.

Só com a luz apagada...

Sentir vergonha do corpo a ponto de se preocupar na hora da relação sexual interfere no seu prazer. A psicóloga Janaína Reis explica que a mulher com autoestima baixa tende a não se sentir à vontade para explorar o corpo por meio de toques e carícias para descobrir os pontos de prazer. A masturbação é uma das principais formas de alcançar o autoconhecimento sexual. Se a mulher não se sente segura e não sabe como ter prazer, pode ter dificuldade em atingir o orgasmo tanto sozinha quanto com o parceiro - já que não consegue guiá-lo ou expressar de que forma sente mais prazer.

Por medo de não agradar o parceiro, a mulher finge que chegou ao orgasmo quando, na verdade, não sente. Nesses casos, recomendo uma terapia breve para incentivar a mulher a ultrapassar esse bloqueio em relação ao corpo.

Falta de atração

Se você sente que o seu parceiro não a atrai sexualmente, as especialistas recomendam fazer uma reflexão: você já sentiu desejo antes com esse parceiro? É preciso identificar qual disfunção sexual a mulher apresenta: desejo sexual hipoativo (a falta de vontade de fazer sexo, frigidez) ou anorgasmia (incapacidade de chegar ao orgasmo mesmo com excitação).

Se for o primeiro caso, talvez seja preciso rever os motivos que a levou a ter um relacionamento amoroso com o seu parceiro ou os fatores que estão interferindo na atração física, pode ser até rancor do marido. É importante buscar ajuda com um terapeuta sexual.

Medo de não conseguir

A expectativa de querer chegar ao orgasmo pode causar o efeito inverso: deixar você ainda mais longe do clímax. Quando a mulher vivencia o relacionamento sexual preocupada tanto com o seu desempenho como com o objetivo de atingir o orgasmo, ela pode deixar de se entregar às sensações prazerosas do encontro sexual. Se você sentir que não consegue controlar essa ansiedade, converse com um psicólogo.

Fadiga

Há diversas causas por trás da fadiga, desde a correria do dia a dia até problemas de saúde, como alteração hormonal, hipertensão e fadiga crônica. Mulheres com fadiga podem perder o interesse pelas relações sexuais e iniciá-las apenas para agradar o parceiro, sem conseguir aproveitar o momento e chegar ao orgasmo. O excesso de cansaço pode ser reflexo da rotina agitada, mas se você sentir que está sonolenta e indisposta demais, converse com um médico.

Saúde debilitada

Há uma infinidade de doenças e problemas de saúde que podem interferir na libido e no orgasmo feminino. Confira os principais:

  • Infecções vaginais e doenças no colo do útero, que podem gerar desconforto na penetração e dor durante a relação, prejudicando a lubrificação e interferindo no prazer sexual;
  • Doenças como diabetes e alterações hormonais, que diminuem o estímulo causado na zona erógena (zona de maior prazer), reduzindo também a sensibilidade da mulher e a condução do estimulo através de nervos que mandam mensagem ao cérebro;
  • Doenças psiquiátricas, estresse e ansiedade, que prejudicam os pensamentos da mulher, atrapalhando seu relaxamento e impedindo que chegue facilmente ao clímax;
  • Uso abusivo de drogas e álcool, que causam repercussões negativas na relação sexual, dificultando e até impedindo a chegada ao orgasmo.

Medicamentos

Alguns medicamentos inibem a libido, ou seja, a vontade sexual: antidepressivos, diuréticos, medicação para úlcera gástrica e anticoncepcionais. Os anticoncepcionais inibem a ovulação e, com isso, diminuem a libido. Já os outros medicamentos atuam no sistema nervoso central, diminuindo o hormônio responsável pelo prazer.

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